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eu quero.

18/09/2011

Quantas vezes…
Me peguei como neste exato momento, com vontade de tudo, mas deixando o nada prevalecer.
Com o bloco de notas com linhas prontas a serem preenchidas, mas sem forças pra segurar uma caneta.
Quantas vezes afirmei que estava pronta pra Segui-lo, mas meus pés ficaram intactos.
Quantas vezes me vi esperando ouvir algo e fechando os ouvidos seguidamente.
Quantas vezes… decidi e desisti.

Quero, eu quero!
Que esse desejo de ser a diferença continue prevalecendo, que meus desejos sejam os Teus desejos, que minha vida caminhe em direção ao foco.

Foco. Eu quero!

Deus, seja meu universo.

Amém.

 

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marca.

08/08/2011

Quando eu era pequena, ficava durante o dia com minha avó, via minha mãe praticamente somente nos finais de semana já que ela trabalhava o dia todo e estudava a noite, então quando ela saía, eu estava dormindo; ela voltava, e eu também estava dormindo.
Eu devia ter meus 6/7 anos, tinha noção que era necessário mas da mesma forma que entendia, não entendia.
Certa vez eu acordei com uma marca de batom vermelho na bochecha, era um beijo. E foi assim seguidamente por dias, meses, anos.
Era a marca da minha mãe, dizendo com um simples gesto: “Filha, eu estive aqui!”.

E hoje, voltando do trabalho lembrei disso, e pequenas lembranças como essa nos fazem ver o quão importante são pequenos gestos e como estes gestos significam muito na nossa vida!

Aprender a valorizar os gestos vindos do coração é um aprendizado contínuo que só tende a acrescentar em nossas vidas.

É…tenho muito o que aprender.

sinto falta…

26/07/2011

Sinto falta do “com certeza” vindo da alma e substituindo o “talvez”;

Do “e” separado do “se”;

Do sonho afastado do esquecimento;

Do objetivo caminhando rumo a realidade;

Do sorriso sendo amigo do constante.

Sinto falta…

Da vida buscando a eternidade;

Do amor tendo mais resultados que o rancor;

Do perdão sendo a alternativa para a mágoa.

Sinto falta…

Da amizade sendo o porto seguro;

Da alegria sendo o melhor remédio;

Da família sendo a base;

Do orgulho sendo quebrado;

Da dor sendo substituída pela tranquilidade;

Da sendo a bússula;

E…

De Deus abraçando o sempre.

 

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17/07/2011

Certo dia você acorda e percebe que todas as suas sensações de comunhão espiritual se foram. Você ora, mas nada acontece. Você repreende o Diabo, mas isso não muda nada. Você faz exercícios espirituais […], seus amigos oram por você […], você confessa cada pecado que consegue imaginar, e então sai por aí pedindo perdão a todos que conhece. Você jejua […] e nada ainda. Você começa a se perguntar quanto tempo ainda essa depressão espiritual irá durar. Dias? Semanas? Meses? Será que ela vai acabar? […] Você tem a impressão que suas orações simplesmente batem no teto e voltam. Em absoluto desespero você grita: “Qual é o meu problema?”” (Floyd McClung).

Li, reli e li novamente este trecho. Quando Deus fala, não é com meias palavras, Sua verdade é completa. A conclusão? Não há nada de errado. Manter um relacionamento de amizade é uma provação continua. Não digo só se tratando de Deus, mas de amigos do convivio. Há momentos que o distanciamento chega a ser palpável, mas são nestes momentos que a amizade tem que se mostrar real e intensa.

O pendulo do amizade nem sempre está em equilíbrio, existem momentos e momentos e o mesmo acontece com Deus.

Manter uma intimidade, lembrar-se que O temos em todos os momentos mesmo quando Ele se mostra em silêncio é uma forma de adoração, de fé, de viver Cristo. Deus não exige posições ou atitudes radicais, Ele só quer que confiamos Nele e vivemos de acordo com Sua palavra.  Simples assim.

O silêncio vem para o crescimento e a amizade é eterna.

Já dizia Jó:

“Se vou para o Oriente, lá ele não está; se vou para o Ocidente, não o encontro. Quando ele está em ação no Norte, não o enxergo; quando vai para o Sul, nem sobra dele eu vejo! Mas ele conhece o caminho por onde ando;se me puser a prova, aparecerei como o ouro” – Jó 23 / 8-10.

sobre o amor.

16/04/2011
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“Cartas de amor costumam ser bem egoístas. Quanto mais sinceras, mais egoístas. Se eu fosse escrever uma hoje, usaria todo meu egoísmo. Como diz o Skank, na sequência bem clichê – Eu preciso de você. Ou o Jota Quest que não economiza em clichês – Hoje eu preciso de você de qualquer jeito. Sem você não sei viver. Eu não sei. Eu não posso.
Eu quero, eu sinto, eu desejo você para resolver meu problema, pois com você eu me sinto melhor. Eu, portanto, estou no centro e te preciso em forma e função, para mim. Desta maneira desenvolvemos o amor na maioria de nossos relacionamentos.

Acredito, porém, que um dos maiores ensinamentos que podemos levar desta vida é sobre o amor verdadeiro, o amor que é amar. Amar a ponto de não dizer, amar a ponto de entender como Zé Ramalho entendeu, que o único sinônimo de amor é amar, hahaha! Amor só existe em ação e movimento, e não resiste a teorias e teses. Não tenho o direito de dizer que te amo, se não te acompanho, se não choro contigo, se não divido contigo. Neste caso o máximo que posso te dizer é que, provavelmente, eu poderia te amar.

Em um dos diálogos mais importantes relatado nos Evangelhos, Jesus pergunta a Pedro – Tu me amas? – Sim, mestre! – responde Pedro prontamente. – Tu sabes que eu te amo. Jesus então pede – Apascenta minhas ovelhas. Por mais duas vezes Jesus repete a mesma pergunta ao seu discípulo que acabara de lhe negar três vezes. Mas, ao contrário do que se pode imaginar, Jesus não estava iniciando uma retaliação. Ele não estava ferido por Pedro negá-lo. Jesus acabara de se sacrificar pelo mundo, sua preocupação não era com sua dor, com sua honra ou orgulho. Sua atenção estava voltada para Pedro, Ele estava curando-o, pois suas próprias feridas já estavam cicatrizadas. Curando a Pedro, não para que o pescador vivesse uma vida e amor egoísta, mas para que este pequeno homem pudesse ser o canal pelo qual a ferida de muitos fossem curadas. Aleluia!

Não havia naquele diálogo o amor egoísta das cartas e canções de amor, mas o amor simples, mas ao mesmo tempo profundamente verdadeiro, amor que é amar, se doar, se lançar no meio da voragem. Amor raro de se encontrar nas igrejas cristãs contemporâneas, onde Cristo e sua mensagem transformaram-se em forma e função ao serviço de clientes vorazes por resultados e soluções. Amor de cristãos apaixonados por Cristo, loucos por Cristo, mas que o querem só pra si e para suas necessidades. O amor enclausurado dos casais apaixonados, inundado de carinho, mas também sobrecarregado de ciúmes e egocentrismo.

Se Pedro foi o início, a pedra fundamental desta grande construção chamada Igreja Cristã, sem sombra de dúvidas a pergunta de Cristo continua ecoando por séculos e séculos, sendo sussurrada no ouvido de todo cristão autêntico. – Felipe Araujo, tu me amas? – Sim mestre, tu sabes que eu te amo! – Então, mova-se e apascenta meus cordeiros, faça o seu trabalho, distribua o meu amor.”

(Texto de Felipe Araujo)

apenas.

12/04/2011

 

Roubar
Subtrair uma parte qualquer
Da metade do que não é nada
A não ser um pedaço qualquer
De alguém

Matar
Subitamente apagar dessa vida
Um pedaço que é nada mais
Que uma parte qualquer
Da metade do que não é nada
A não ser um pedaço qualquer
De alguém

Viver
Repetir todo o dia a tarefa
De ser um a mais
Uma parte qualquer da metade
Do que não é nada a não ser
Alguém

Morrer
Simplesmente sair dessa vida
E deixar para sempre de ser
Um a mais e de ser
Uma parte qualquer da metade
Do que não é nada
A não ser
Alguém

Sentir
Sente-se que a metade
De vinte por cento
Dos vinte milhões de mulheres
No mundo
Não sentem nenhum prazer

Saber
Sabe-se que o total de pessoas
Que sabem o que é o amor
É igual a metade
Dos que já não sabem
O que é amar

Falar
Fala-se que só metade
Dos homens que sabem falar
Realmente não falam aquilo
Que sentem e falam e falam

Pensar
Pensa-se que uma parte
Daqueles que pensam
É só a metade dos vinte por cento
Que pensam naquilo
Que é bom para si

 

Papas da Língua – Essa não é a sua vida.

90° a direita.

20/03/2011

Ontem trabalhei durante o dia todo e no fim do dia, a unica coisa que queria era chegar na minha casa, tomar um belo banho e aprimorar a arte de não fazer nada.

Meu pai foi me buscar em Guaramirim de moto e a principio odiei a ideia de não ir no quentinho do seu carro e sim, ir congelando com o vento batendo no rosto e deixando minhas mãos roxas.

Subi na moto tensa e torcendo pra chegar rápido em casa, mas logo no inicio me vi sendo uma bela idiota. Tirei a tensão que estava formada no meu corpo e deixei o vento bater no meu rosto, mas sem pensar no lado ruim disso, sem ficar remoendo o frio que estava passando.

Eu faço a pelo menos 4 meses o mesmo caminho que fiz ontem, só que como motorista; ontem fiz o caminho como carona e pude ver as coisas de outro ângulo.

Primeiro percebi como é bom andar de moto, ainda mais a noite! O cheiro de mato é maravilhoso e a sombra que a moto faz ao passar embaixo dos postes de luz é hipnotizante!

Segundo, como é nitida a segurança que nossos pais passam, em nenhum momento tive medo, de nada mas eu sabia o porque disso, meu pai é segurança pura.

Terceiro, como as vezes faz bem ver as coisas de outro ângulo, de outra forma, de outro lugar. No mesmo caminho que faço todos os dias, só ontem percebi pequenas casas no meio das arroizeiras que nunca tinha percebido. Vi um pai no quintal ensinando o filho a andar de bicicleta, vi o céu de outra maneira, lindo mesmo que sem estrelas! Percebi que existe um chafariz num quintal que nunca tinha percebido e como ele é lindo. Reparei tantos detalhes que nunca tinha visto que fiquei pasma.

E daí vem Deus dando um chacalhão na gente, vem pra lembrar que Ele está ali e as vezes a gente nem percebe.

Obviamente tirei várias conclusões desta volta pra casa, mas a maior e mais real foi que, nós, simples seres humanos não precisamos de muito e fazer muito pra encontrar com Deus é só deixar Ele ser o motorista e nós? Meros caronas, aproveitando, buscando e sendo guiado pelo Rei dos reis.